A arte contra a estética genérica: as tendências das artes plásticas para 2026

A arte contra a estética genérica: as tendências das artes plásticas para 2026 – Créditos : Porsche Middle East – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal.

Para o artista plástico Adonis Alcici, o gesto humano, a materialidade e a identidade autoral se tornam o principal diferencial em um cenário saturado pela automação visual

Com base na pesquisa e na produção artística de Adonis Alcici, o cenário das artes plásticas em 2026 aponta para um movimento claro de retorno à materialidade, ao gesto humano e à identidade autoral. Em um contexto marcado pelo avanço acelerado da inteligência artificial e pela padronização visual, a arte reafirma seu papel como território de presença, fricção e expressão sensível.

A obra deixa de buscar a perfeição técnica e o acabamento excessivamente polido para valorizar processos visíveis, imperfeições intencionais e a fisicalidade dos materiais. Textura, relevo, camadas e marcas do tempo passam a ser elementos centrais da narrativa artística, reforçando a diferença entre o que é feito à mão e o que é gerado por algoritmos.

Para Alcici, essa virada reflete uma necessidade cultural mais profunda. “Existe um cansaço coletivo da estética genérica e da imagem sem alma. Em 2026, o valor está no gesto, na história e na identidade de quem cria”, afirma.

A arte contra a estética genérica: as tendências das artes plásticas para 2026

A arte contra a estética genérica: as tendências das artes plásticas para 2026

A seguir, confira as principais tendências em artes plásticas para 2026 apontadas pelo artista:

1.Valorização do feito à mão e do gesto visível

A principal tendência para 2026 é o fortalecimento do fazer manual como linguagem artística. Pinceladas aparentes, marcas do processo, erros assumidos e imperfeições deixam de ser vistos como falhas e passam a ser parte essencial da obra.
“O feito à mão não é nostalgia, é posicionamento. Mostrar o processo é afirmar que existe um corpo, um tempo e uma intenção por trás da obra”, explica Alcici.

2. Textura, relevo e materialidade ganham protagonismo

O uso de relevos, camadas, colagens, tecidos e superfícies táteis se consolida como uma resposta à bidimensionalidade excessiva das telas digitais. A obra volta a ocupar espaço físico, convidando o espectador a perceber peso, profundidade e matéria.
“A textura devolve presença à obra. Ela faz o olhar desacelerar e lembra que a arte também se experimenta com o corpo, não só com os olhos”, afirma o artista.

3.Reação ao excesso de IA e à estética genérica

Em 2026, a arte assume uma postura crítica em relação ao uso indiscriminado da inteligência artificial na criação visual. Em vez de negar a tecnologia, artistas e marcas passam a priorizar a identidade autoral forte e a diferenciação estética clara.

“Existe muita imagem sendo produzida, mas pouca linguagem. A arte que se destaca é aquela que carrega história, repertório e autoria real”, diz Alcici. “A busca por colaborações com artistas, fotógrafos, escultores e artesãos voltou a crescer entre as marcas de luxo. O objetivo é vincular a marca ao estado da arte, e não a algo gerado por IA e sem alma. A história e o lastro continuam sendo o que mais agregam valor”, completa.

4.Estética crua, punk e grunge como linguagem contemporânea

Outra tendência marcante é o avanço de uma estética mais crua e visceral. Sobreposições, caos controlado, grafite, desgaste, ruído visual e referências ao punk e ao grunge aparecem como resposta direta à limpeza excessiva e à homogeneização visual.

“Essa estética fala de tensão, de atrito, de mundo real. O excesso de polimento anestesia. O ruído, ao contrário, provoca”, afirma Alcici.
Para Adonis Alcici, essas tendências apontam para um reposicionamento do papel da arte no mundo contemporâneo. “Em 2026, a arte não quer parecer perfeita. Ela quer ser verdadeira, física e carregada de identidade. O que diferencia é a presença humana”, finaliza o artista.

Sobre Adonis Alcici

Adonis Alcici traduz nas telas a potência, a emoção e a estética do universo automotivo. Apaixonado por velocidade e adrenalina, expressa nas pinceladas o movimento e as sensações que os carros despertam. Desde a primeira venda de um desenho, aos 15 anos, Adonis tem sido reconhecido por marcas como Porsche e TAG Heuer, consolidando sua presença no mercado de luxo global. Com traços marcados por setas e linhas aerodinâmicas, símbolos de velocidade e precisão, Adonis une arte, design e performance em uma linguagem visual única.

 

Veja também Missão internacional com Mariana Mazzucato para estudar o Carnaval MinC

Fonte Pine br Assessoria de Imprensa – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

Veja também