Casa Museu Ema Klabin traz diversas atividades culturais em julho – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal – Foto: Luiz Henrique Ignácio Balbino/Acervo RESJE, 2024.
Programação inclui oficina sobre memória urbana, estreia de performance do programa Jardim Imaginário com estátuas vivas, lançamento literário, oficina de escrita criativa, e exposição em cartaz.
A atividade convida o público a resgatar memórias da cidade de São Paulo preservadas em antigos tijolos, incluindo uma experiência prática de modelagem de minitijolos personalizados com iniciais. Foto: Luiz Henrique Ignácio Balbino/Acervo RESJE, 2024.
A Casa Museu Ema Klabin apresenta uma programação cultural diversificada ao longo do mês de julho, conectando arte contemporânea, memória e educação.
O calendário reúne oficinas práticas, lançamento de livro, performances inéditas, encontros com o público e exposição em cartaz.
No dia 18, das 11h às 13h15, acontece a oficina Tijolos contando histórias da urbanização, conduzida por Malena Segura Contrera e Santina Rodrigues. A atividade propõe um olhar inusitado sobre a história de São Paulo a partir de um elemento presente no cotidiano, mas muitas vezes despercebido: os tijolos e suas inscrições.
Por meio da observação de letras, números e símbolos gravados nesses materiais, os participantes serão convidados a refletir sobre a formação da cidade, suas edificações históricas e as memórias ligadas às antigas olarias e aos trabalhadores responsáveis por sua produção.
A oficina apresenta o tijolo não apenas como um elemento construtivo, mas como um importante registro cultural capaz de revelar aspectos da urbanização paulistana entre os séculos XIX e XX.
Na segunda parte do encontro, o público participará de uma atividade prática de modelagem de minitijolos em argila de secagem rápida. Cada participante poderá gravar suas próprias iniciais na peça produzida, estabelecendo uma conexão simbólica entre sua trajetória pessoal e a memória coletiva da cidade.
Outro destaque na programação de julho é o programa Jardim Imaginário, que abre sua nova edição com a estreia de Sans, Souci., da artista Ana Dias Batista, selecionada por edital para integrar a edição 2026 do programa.
A obra se desdobra em uma série de quatro performances realizadas nos dias 26 de julho, 2, 9 e 16 de agosto, sempre das 11h às 17h, no jardim da instituição. No dia 26, às 11h, a abertura contará com um Arte-papo entre a artista e o curador Gilberto Mariotti, idealizador do programa.
Haverá ainda o lançamento de Tempos de Versos, novo livro de Nicole Borger, no dia 11. A obra reúne poemas que transitam entre memórias familiares, amor, identidade, viagens e reflexões sobre os desafios do mundo contemporâneo, combinando lirismo, humor e musicalidade. A programação inclui sessão de autógrafos seguida de bate-papo com a autora e convidados sobre o processo criativo e os temas do livro.
Habitar São Paulo: relatos femininos

Rita Lee em 1967 no portão da casa da Rua Joaquim Távora Foto: Folhapress.
O público também pode visitar a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, em cartaz até 27 de setembro. A mostra reúne narrativas de dez escritoras sobre diferentes formas de habitar a cidade, em diálogo com fotografias raras e memórias.
Os relatos de Gilda de Mello e Souza, Zélia Gattai, Rita Lee, Giovana Madalosso, Paula Fábrio, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra, Luísa Marilac e Prudence Kalambay revelam experiências femininas marcadas por diferentes épocas, territórios e contextos sociais de São Paulo.
Visita mediada e oficina de escrita convidam público a criar narrativas sobre São Paulo
Como parte da programação da exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, acontece no dia 25 de julho, das 14h30 às 16h, uma visita mediada seguida de oficina de escrita criativa. A atividade propõe um percurso pela mostra. Em seguida, os participantes serão convidados a revisitar suas próprias memórias e experiências urbanas por meio de exercícios de escrita criativa.
Casa Museu Ema Klabin traz diversas atividades culturais em julho
Serviço:
11/07/2026
14h30 às 16h30, lançamento do livro Tempos de Versos, de Nicole Borger e tarde de autógrafos. 100 lugares por ordem de chegada, entrada franca.
18/07/2026
11h às 13h15, oficina Tijolos contando histórias da urbanização, com Malena Segura Contrera e Santina Rodrigues, R$10, 40 vagas por ordem de inscrição, tradução e interpretação em Libras.
25/07/2026
14h30 às 16h, visita mediada e oficina de escrita Habitar São Paulo: relatos femininos – Experimentando o Museu, 20 vagas por ordem de inscrição, R$20 (inteira), R$10 (meia), grátis para crianças até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.
26/07/2026
11h – Lançamento do Programa Jardim Imaginário 2026 -Sans, Souci., e Arte-papo com a artista Ana Dias Batista e o curador Gilberto Mariotti, 100 lugares por ordem de chegada. Entrada franca.
Até 27/09/2026
Exposição: Habitar São Paulo: relatos femininos, idealização: Paulo de Freitas Costa, curadoria: núcleo educativo da Casa Museu Ema Klabin — Cristiane Alves, Felipe Azevêdo, Luiz Henrique Otto, Rafael Cavalcanti Peppe, Ana Clara de Almeida Valadares, Beatriz Porfírio, Daniel Falkowski, Heloísa Jesus e Melissa Oliveira.
visita livres ao museu: quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18hvisitas mediadas: quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h
Ingresso: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda; gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública
Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo, SP
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Instagram: @emaklabin
Site: https://emaklabin.org.br
Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon/Arquivo da Casa Museu Ema Klabin.
A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.
A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.
A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.
O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.
Fonte Comuniquese2 Assessoria de Imprensa – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal
