“Faces do Amor” leva ao palco debate sobre violência psicológica e os sinais que antecedem o feminicídio – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal.
Espetáculo mistura drama, poesia e reflexão para conscientizar o público sobre relacionamentos abusivos e o impacto do gaslighting na vida das mulheres.
A arte mais uma vez se transforma em instrumento de conscientização social com a estreia de “Faces do Amor – Gaslighting”, espetáculo que aborda temas urgentes e cada vez mais presentes na sociedade brasileira, como a violência contra a mulher, a manipulação psicológica e o feminicídio.
Com texto do autor Roberto Ferrari, direção de Jorge Luiz Dias e produção de Luiz Carlos Quintino, a peça propõe uma reflexão profunda sobre os relacionamentos abusivos e os sinais que muitas vezes passam despercebidos até que a violência atinja consequências irreversíveis.
A trama acompanha a história de Pedro e Tereza, um jovem casal que transita entre momentos de afeto, paixão e cumplicidade, mas também revela inseguranças, desconfianças e comportamentos controladores que, aos poucos, comprometem a relação.
Em um cenário intimista, o espetáculo explora as fragilidades humanas e mostra como o amor pode se transformar em um ambiente de sofrimento quando dominado pelo ciúme excessivo e pela manipulação emocional.
Mais do que retratar a violência física, “Faces do Amor” evidencia a violência silenciosa que surge através das palavras, da desvalorização constante, do controle disfarçado de cuidado e do chamado gaslighting, uma forma de manipulação psicológica que leva a vítima a duvidar de suas próprias percepções, sentimentos e até da própria realidade.
Segundo os idealizadores, a proposta é mostrar ao público os estágios que antecedem o feminicídio, revelando como relações tóxicas são construídas gradualmente. Muitas vezes, o agressor não percebe que seus comportamentos são violentos, enquanto a vítima acredita que a situação ainda pode ser resolvida pelo amor, adiando a busca por ajuda.
Ao longo da encenação, o público é convidado a refletir sobre situações comuns que acabam sendo naturalizadas culturalmente, como o ciúme possessivo, a misoginia e o controle emocional. A peça também rompe a chamada “quarta parede” para estabelecer uma conexão direta com a plateia, ampliando o debate sobre a importância da prevenção e da conscientização.
Além da denúncia, “Faces do Amor” tem como principal objetivo promover o empoderamento feminino, devolvendo às mulheres sua voz, autonomia e dignidade. A produção acredita no poder transformador da arte para incentivar relações pautadas pelo respeito, igualdade e cultura de paz.
O elenco reúne Paulo Gabriel, no papel de Pedro, o marido; Guilherme Chelucci, interpretando Carlos, o motorista; e Karina Massa Juliana, que dá vida à jovem empregada Juliana.
Com uma narrativa que mistura drama, humor e poesia, “Faces do Amor” busca sensibilizar o público para reconhecer os sinais invisíveis da violência doméstica antes que ela se transforme em tragédia, reforçando a importância de falar sobre o tema e de construir uma sociedade mais consciente e acolhedora para as mulheres.
“Faces do Amor” leva ao palco debate sobre violência psicológica e os sinais que antecedem o feminicídio

Autor: Roberto Ferrari

Direção: Jorge Luiz Dias

Produção: Luiz Carlos Quintino
Ficha Técnica
Autor: Roberto Ferrari
Direção: Jorge Luiz Dias
Produção: Luiz Carlos Quintino

Paulo Gabriel – Pedro

Guilherme Chelucci – Carlos

Karina Massa Juliana – Juliana
Elenco:
- Paulo Gabriel – Pedro
- Guilherme Chelucci – Carlos
- Karina Massa Juliana – Juliana

Paola Rodrigues

Alessandro Ramos

Adriano Arbool

Ellen Silva

Olivetti Herrera

Renata Di Paula
Tema: Violência psicológica, gaslighting, relacionamentos abusivos, violência doméstica e feminicídio.
Galeria!
Veja também Cinépolis apresenta semana repleta de novidades nas telonas entre 28 de maio e 3 de junho
Fonte Roberto Ferrari – Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal
